Código de Ética

CÓDIGO DE ÉTICA E DE CONDUTAS DO TREINADOR DE CULTURISMO E POWERLIFTING


Associação Lusófona de Treinadores de Culturismo

 

  1. Nota Introdutória

 

Para começar revemos algumas noções básicas sobre ética, dado que se pretende, também, que este Código tenha um sentido pedagógico para os nossos treinadores dada a imagem que é transmitida sobre a modalidade.

A ética está ligada à moral e estabelece o que é bom, mau, permitido ou desejado em relação a uma ação ou decisão. Ética pode ser definida como a ciência do comportamento moral, já que estuda e determina como devem agir os membros de uma sociedade.

Um código, por sua vez, é uma combinação de sinais que tem um determinado valor dentro de um sistema estabelecido. Na lei, é conhecido como código o conjunto de normas que regem um determinado assunto.

Um código de ética, portanto, define regras que regem o comportamento das pessoas dentro de uma empresa ou organização. Embora a ética não seja coercitiva (não impõe penalidades legais), o código de ética supõe uma normativa interna de cumprimento obrigatório.

As normas mencionadas nos códigos de ética podem estar vinculadas a normas legais. O principal objetivo destes códigos é manter uma linha de comportamento uniforme entre todos os integrantes de uma organização.

Todos os nossos associados sabem o quanto é importante esta mudança de comportamentos para credibilizar a nossa actividade, rejeitamos qualquer tipo de ligação com organizações e entidades que não cumpram escrupulosamente as regras da Wada ( Agencia Mundial Antidopagem) e não sejam reconhecidas pela entidades reguladoras do desporto Nacional e Internacional.

 O treinador de Culturismo na mudança de mentalidades.

Numa sociedade em que a prática desportiva assume elevada importância social e cultural, a função do treinador de Culturismo, reconhecido pelo IDPJ, assume papel de relevo, não só pelo quadro específico da sua intervenção com praticantes e outros agentes mas pelo que representa de modelo e exemplo em muitos dos seus comportamentos.

Neste quadro é decisivo o estabelecimento de um código de ética, vinculado às atuais normas legais que referem que “São objetivos gerais do regime de acesso e exercício da actividade de treinador de desporto:

A promoção da ética desportiva e do desenvolvimento do espírito desportivo; rejeitando qualquer tipo de ligação a qualquer entidade ou praticante diretamente relacionado com organizações que não sejam reconhecidas pela  Wada ( Agencia Mundial Antidopagem) assim como pelas entidades reguladoras do desporto Nacional e Internacional.

 

A defesa da saúde e da segurança dos praticantes, bem como a sua valorização a

nível desportivo e pessoal. Quer quando orientados para a competição desportiva quer quando orientados para a participação nas demais actividades físicas e desportivas.”

No respeito pelo primado da Ética, isto é, saber distinguir o que é “bem”, do que é “mal”, o treinador desempenha um papel particular. Os deveres do treinador não se esgotam no cumprimento estrito e rigoroso das suas tarefas profissionais. O treinador interfere diretamente na vida daqueles que estão sob a sua orientação desportiva mas, para além dessa superior responsabilidade, ele é um modelo de referência, exactamente pela natureza das suas funções, cujas condutas se estendem aos outros agentes que o rodeiam e à sociedade em geral.